A MINHA CRÓNICA DESTA QUINZENA...

PROPÓSITOS QUE NÃO SÃO NADA DESPROPOSITADOS NESTES DIAS…

Propósitos novos e renovações incandescentes de fé e de harmonia – é assim que acredito na vida. Ou melhor, é desta forma que sinto que nos possamos tornar melhores pessoas e mais capazes de fazer face aos desafios diários; aqueles que nos chegam de mansinho e que põem em evidência a nossa capacidade altruísta de luta e de conquista.

A época festiva que teve ponto alto nestes dias (ainda que, repito, os propósitos se devam manter tempo fora) foi para todos os crentes um “acontecimento maior”. A Páscoa é, num sentido simples e sem grandes explicações, a certeza de que o amor também se renova e permite a cada um de nós um novo recomeço – pautado por princípios de integridade, de solidariedade, de dinamismo, de esperança e, acima de tudo, numa lógica de perdão e de gratuidade que, mesmo que às vezes nos custe a entender, pauta a vida dos seres humanos. Somos, efetivamente, capazes de amar mais do que aquilo que pensamos; pensar mais do que aquilo que sonhamos e agir melhor do que os muros que suplantam tantas e tantas barreiras. É de vida que a Páscoa se reveste, porém, não é de uma “vida ao acaso”; é, antes de mais, uma vida que tem de ser vivida no seu esplendor e mediante as potencialidades e as capacidades de cada um.

Neste sentido e ainda numa fase de introspeção e de revitalização, é importante que todos, crentes e não crentes, saibamos aproveitar o silêncio para garantir aos outros e a nós próprios que:

- A ESSÊNCIA DAQUILO QUE NOS RODEIA É UM DOM – numa visão mais integrada e versátil, temos de nos consciencializar de que a singularidade de cada ser humano só permite que sejamos luz e esperança para quem nos rodeia quando vivemos de olhos abertos para o horizonte que nos cerca. A vida não é alegria constante nem ferida permanente; é, talvez, a visão que depositamos, com esperança, em cada acontecimento.

- A HUMILDADE PODE CURAR – ser humilde não é um “sim obediente” nem um olhar acrítico perante o que nos rodeia. É, pois, estar à frente dos desafios com confiança, com espírito livre e liberto de analogias fúteis. Ser humilde é uma arma ao serviço dos fortes, pois só desta forma é que se travam as maiores batalhas. Ser humilde não é “remoer”; é acreditar que na verdade dos gestos reside a paz interior.

- OS OUTROS PODEM SER MELHORES – confiarmos nas nossas capacidades multiplica-nos a coragem e a audácia, porém, é fulcral que nos lembremos que os outros podem ser tão bons ou melhores do que nós; e isso não nos menospreza nem nos enfraquece – deve, verdadeiramente, servir-nos de rampa para refletirmos onde é que podemos melhorar, o que poderemos vir a ser ou, simplesmente, aceitar que a individualidade abarca os talentos de cada um que, quando juntos e em cooperação, resultam num forte trabalho de equipa.

- SÓ DEVEMOS DIZER AOS OUTROS AQUILO QUE SENTIMOS QUE ELES PODEM E CONSEGUEM ENTENDER – e viver a vida com esta máxima não é sinal de “sermos maiores”, mas sim de sermos justos connosco. Pensar antes de falar; agir com ponderação e refletir se aquilo que nos rodeia pode, ou não, magoar quem nos ouve é uma grande necessidade nos dias de hoje. Às vezes “saber calar” é tão eloquente e mais benéfico do que fazer “barulho” na vida alheia. É que tudo o que é a mais e despropositado de sentido apenas nos enfraquece.

E pensar nisto tudo também é Páscoa. E não sintam que o tema desta crónica está fora de tempo. É que se o Natal pode ser quando o homem quiser, a Páscoa pode permanecer enquanto aceitarmos o perdão, a renovação e os trilhos a percorrer como brilho e caminho.

 

domingo 07 abril 2013 17:01


EU VOU COLABORAR!

Blog de joaonunomb : MANTA DE RETALHOS, EU VOU COLABORAR!COLABORE! ENVIE-NOS A SUA FOTOGRAFIA! Segundo a Organização das Nações Unidas, um total de 2,4 milhões de pessoas em todo o mundo foram vítimas de Tráfico Humano pelo menos uma vez. O Tráfico de Seres Humanos configura uma das maiores ofensas aos Direitos Humanos, sendo uma forma de escravidão alicerçada em lógicas de exploração sexual e laboral, associada a fenómenos sociais como a pobreza e a exclusão social. Assumindo diversas formas, tais como a exploração sexual, a exploração laboral, o tráfico de órgãos, a mendicidade, as adopções ilegais e o trabalho doméstico ilegal, esta realidade tem repercussões dramáticas do ponto de vista físico, psicológico, emocional e social. À semelhança do contexto mundial, a prática deste tipo de crime tem-se intensificado em Portugal, com a persistência do cenário de crise económico-social, aumento das redes de imigração e de mão-de-obra ilegais. Saúde em Português, no âmbito do projecto Mercadoria Humana 2, lança o desafio a figuras públicas e ao público em geral para que assuma no seu dia-a-dia a luta contra o Tráfico de Seres Humanos. Assim, convidamo-lo a juntar-se a esta campanha, enviando-nos uma fotografia (devidamente identificada com nome, profissão e idade), onde mostre um cartaz com o texto “NÃO AO TRÁFICO DE SERES HUMANOS” para info@saudeportugues.org . A sua fotografia será acrescentada a este álbum, o qual pretendemos que seja o mais amplo e abrangente possível na sensibilização para esta grave violação de Direitos Humanos. Contamos consigo porque juntos/as poderemos combater o Tráfico de Seres Humanos!

domingo 07 abril 2013 21:55


A DESGRAÇA DESTE SÁBADO...

Blog de joaonunomb :MANTA DE RETALHOS, A DESGRAÇA DESTE SÁBADO...

domingo 07 abril 2013 16:53


PARA PENSARMOS EM CONJUNTO...

"O meu pai sempre me disse que quando uma pessoa está a subir deve ir cumprimentando toda a gente porque são os mesmos que há de encontrar quando começar a descer." Papa Francisco

domingo 07 abril 2013 16:53


CAMINHOS

Sentou-se diante de sonhos escondidos. Depois, com jeito suave e com sentimentos de marfim esculpido, pensou nas vontades que a audácia não conduz a bom porto e em como nem sempre a vida é como se quer. Porém, e apesar deste desejo tendencioso de que a razão seja uma simbiose de alegria e de crenças sorridentes, é importante acreditar-se que a adversidade aguça a coragem e a capacidade de... aprender a remediar o que parece, por vezes, estagnado e interrompido de sentido.
Há vida nos afetos e nos pequenos momentos. Talvez uma vida mais solta e mais livre de atrozes obrigações a que todos estamos sujeitos. Mas mesmo nas alturas de falta de “tudo”…alimenta-nos a vontade incessante de trilharmos novos caminhos. É de fé e de mais positivismo que se geram novos dias – aqueles que devem ser vividos e revividos. Com a liberdade interior necessária e com a vitalidade de sentimentos ternos e eternos.

domingo 07 abril 2013 16:52


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